
Espécies como umbu e umburana estiveram entre as 100 mudas nativas e frutíferas plantadas ao longo da Trilha Ecológica realizada na Reserva Ambiental Barra do Vento, em Serrinha (BA), território que reúne biomas da Caatinga e da Mata Atlântica. Com duração aproximada de 1 hora e 30 minutos, a atividade contou com a participação de cerca de 70 pessoas.
Durante o percurso, os participantes receberam orientações sobre diversas espécies da fauna e da flora da região, além de acompanharem uma aula prática sobre a soltura de animais silvestres. A iniciativa teve como objetivo reforçar o compromisso com a preservação ambiental, a agroecologia e o desenvolvimento sustentável dos territórios.


Ana Clara Mota, estudante do 2º semestre do curso de Gestão em Cooperativas do IF Baiano (Campus Serrinha), compartilhou sua experiência e destacou a importância da atividade para sua formação pessoal e profissional.
“Participar da trilha ecológica foi uma experiência incrível e divertida. É sempre bom se conectar com a natureza e compreender a importância que os animais e o meio ambiente têm para a nossa vida. Foi muito emocionante saber que, em nossa cidade, existe um espaço tão relevante para a preservação”, afirmou.
A ação foi realizada em comemoração ao Dia Internacional da Mulher e ao Dia Internacional das Florestas, celebrados nos dias 8 e 20 de março, respectivamente. O evento também integrou as ações decorrentes do 4º Congresso do COGEFUR, realizado em dezembro de 2025, que teve como tema o carbono neutro, além de marcar os 25 anos da instituição.

Para a educadora social e especialista em educação ambiental do COGEFUR, Ana Paula Araújo Lopes, a trilha representa “um momento não apenas de lazer, mas também de aprendizado e reflexão. As mulheres são o segmento mais afetado pelas mudanças climáticas”.
A educadora acrescenta ainda que “a trilha é um dispositivo de transformação territorial, que articula educação, identidade, ciência, economia e cidadania. Ela contribui para a formação de sujeitos mais conscientes, fortalece a comunidade e valoriza o semiárido como espaço de vida, conhecimento e resistência”.

A atividade foi realizada em março deste ano, em parceria com a Arco Sertão Central, Unicafes Bahia, IF Baiano, CETEP Sisal, Conselho Municipal de Meio Ambiente e a Prefeitura de Serrinha, por meio da Secretaria de Meio Ambiente.












